Leandro Maciel Almeida
Professor associado do Centro de Informática da UFPE, é doutor em Ciência da Computação com ênfase em Inteligência Artificial e pós-doutor pela Universidade de Birmingham (Reino Unido). Há mais de uma década atua na fronteira entre aprendizado de máquina, reconhecimento de padrões e sensores inteligentes, com publicações em periódicos como a Scientific Reports (Nature) e o IEEE Sensors Journal. À frente do projeto Aromalytics Nariz Eletrônico com IA, desenvolve tecnologias que reconhecem e interpretam padrões de aromas, levando a IA ao terreno do olfato. O projeto foi selecionado para o LIF Global 2026, da Royal Academy of Engineering, e reconhecido como Deep Tech Pioneer pelo Hello Tomorrow (Paris).
Sentir, Ser e o que a IA (Ainda) Não Faz
Com o avanço acelerado da inteligência artificial, cresce a dúvida sobre quais atividades ainda permanecem essencialmente humanas. Em algumas profissões, a presença da pessoa continua central, pois envolve corpo, emoção, percepção subjetiva e treinamento sensorial contínuo. Atividades relacionadas ao olfato, por exemplo — profundamente ligado à memória e às experiências individuais —, representam uma dessas fronteiras. Mas será que, no futuro, a IA poderá reproduzir ou até superar essa dimensão criativa e sensorial?


